segunda-feira, maio 27, 2013

Pedido

Me aprisiona na canção
Me traz uns versos calmos,
Sem rimas ricas
Só verdades simples
Que me façam adormecer
Que acarinhem o coração
Numa paz de bossa nova
Em poesia e gratidão

E se eu me atrasar,
Quero olhar a luz do dia
Serena no canto da janela
E não temer o que virá
Só vai nascer o que eu quiser
Só vai nascer o que eu plantar
E por que quase ninguém lembra,
Que tudo aqui é passagem?
Que a seriedade é uma bobagem?
Vamos nos querer bem
Eu, você e mais uns cem...
Sem ter que ponderar
Sem ter a quem culpar

E no fim da tarde,
Tá tudo bem...
Tá tudo bem, amor
Se você vem me ver,
Amor, fica tudo bem
Fica aqui também
Que a nossa história
Ainda vai começar.

quarta-feira, maio 22, 2013

Pra ti


Não preciso de companhia 
Pra criar ilusão
Sempre fizemos isso sozinhas:
Eu, minha carência e imaginação.

Mas não vivo mais tão só.

Sobrevivo de sonhos
enquanto você não vem,
Relendo letras,
revivo palavras,
um milagre in-terno se faz:
Todo amor naufragado
viu em você um cais!

Mas se a consciência fala,
falha então o querer
Só toco agora o vazio...
E por onde andará você? 

Acorda,acorda! 
Preciso lhe contar
Pintei um sonho novo de azul...
Acorda pra comigo poder sonhar! 
Só você e eu por todo o espaço...
Sonhe perto esse sonho a dois
E enfim,
talvez eu te convença,
Que mesmo que a distância 
nos deixe aos pedaços,
Nós nos remendamos depois.

terça-feira, janeiro 22, 2013

amornólogo

Como posso ser sua,
se nunca aprendi a ser minha?
E já aprendi a ser sozinha...
Eu só representei
as mulheres que eu quis ser
E de cada uma delas, 
qual verdadeiramente sou ?
A "intrigada", por nunca saber.
Fui a nuvem em dia de sol
e sou a estrela na noite de chuva 
Já fui tantas vezes a noite sem um farol
e na linha reta, sou curva.
E como posso ser sua,
se meu coração é apátrida?
Não ouve a consciência,
não mede carência
e faz do amor uma sátira.

Não é de propósito,
meu discurso não é desdém.
E também não é liberdade,
estou presa à infelicidade
de nunca ser de ninguém. 


tumulto

Abro os olhos meticulosamente,
a catástrofe já paira pelo quarto.
Não há sinais evidentes,
nada que os olhos possam ver.

Fase em que os olhos não vêem o amor
e o coração não tem capacidade de tentar.
Se desengana com os melhores enganos
Vê o erro e não se incomoda em se sujar.

Fase em que os segundos soam regressivos.
Os minutos são esperas, ásperas
As horas são décadas de mágoas
e os dias são vidas,
todas à beira da morte.
Consciência sem norte,
afundada na lama
e prestes a se afogar.

E espero
espero
e espero...
ver luz em algum momento.
Um dia, me reinvento
e encontro um conforto pra alma.
Nessa hora da vida,
me moldo de frustrações
e só enxergo despedida.



quinta-feira, dezembro 27, 2012

Sobre estar perdida

Eu cresci mais que meu corpo
E agora já não sei me sustentar
É de dor-de-alma 
que dia-a-dia morro,
Ou alimento o mundo
e apodreço,
Ou obedeço o que sinto
sem ninguém a alimentar.

Exausta de máscaras
que já não caem mais
Que moldam minha face
e escondem as expressões reais.
Não sei mais quem sou
só conheço o que deveria ser.
E vivo na linha 
entre o que restou (e sou)
e o que seria certo viver.

As horas e os dias 
me grudam na pele
Machucam, me queimam...
O tempo me fere.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Sobre abandonar e não voltar no tempo.

Aqui vou me despedir
e peço, por favor, que me entenda.
Não fui eu quem quis assim,
e sei que você também não.
Entenda enfim, o porquê me despeço:
Darei trégua ao meu coração.

Ando perdida no tempo,
vagando há tempos nas horas,
cruéis e frias, depois das 13
por favor, entenda,
é preciso ir embora.
E não estou triste em partir,
tudo o que fica não interessa mais
espero começar do zero
o que eu tinha, não me satisfaz.

Abandono o que fui,
o que tinha,
o que sou...
E, por favor, tente entender.
Deixei quem eu era
por quem eu devo ser.
Apago o vazio sem cor nem saída
e já vejo um carnaval,tudo clarear..
Porque enfim vou provar a vida
porque enfim achei meu ponto de partida.
Descobri, amor, quem eu devo ser
é aquela que sonha, ama e sente
e só VIVE, amor,
por você. 

sexta-feira, dezembro 07, 2012

- Sobre o amor e o direito de resposta.


A morte é um tanto quanto indelicada,
não faz cerimônia,
não tem data marcada...
Quem garante ser o fim?
Se ainda sou começo,
agora estou no começo do fim.
Não quero mais que clareie,
por favor, me ajude!
Há pouco desejava o sol
e o tempo a meu favor,
mas os minutos rasgam meu peito,
não pela ausência física,
mas pela despedida mental.
-Seria o fim de quem me ilude?-

E sobre o "nós", prefere o "eu"?
Sobre nós, escureceu.
perdi a fantasia que meus sonhos vestiam,
e você prometeu me cuidar...
vejo os retalhos da metade que fui,
procurando meu erro que o faz me negar.
E se temes "nossa" vida,
por favor, decida,
e eu aviso meu coração.

Mais indelicado que a morte
é o amor.
Me ferveu inteira, me deixou a seu dispor
pra me dar os pêsames pelo dia novo.
De novo.