Perco as linhas
E os espaços
A letra já não é mais
A mesma
E a pessoa?
Quem será?
Num corpo translúcido
Os pontos pretos manuais
Angústias cercadas
Dos cuidados morais
Orquestrando obrigações diárias:
- Ela é normal!
- Que alívio!
Liberdade encarcerada
De qualquer alegria
Eu desconfio
Poucas conquistas
Nas mãos erradas
E não se pode dar um pio:
- Como ela é forte!
- Sem rancores, que alívio!
Há poucas certezas
Todas por um triz
E atrás do sorriso
Suave
Feliz
Os pontos finais
triplicados
... ... ...
... ...
...
Ou os últimos:
Entorturados
,
quarta-feira, julho 15, 2015
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Sob as nuvens
- Eu quero ir embora....
- Quero fugir.
- Há pássaros demais nesse lugar.
- E vozes por todo lado...
- É, também ouço.
- Senti falta dos teus olhos azuis.
- Cinzas.
- Sim. Até te escrevi um poema.
- Mas você só escreve quando está triste!
- Quem disse?
- Você disse
- Ah, é. Mas te amar não é sempre feliz.
- Quem disse?
- Você disse.
- Ah, é. E como sabes que me amas?
- Eu sinto. É como se estivesse à beira de um penhasco, com um pé no chão e o outro no desfiladeiro, tocando o ar.
- Ah. Espero que o vento seja agradável lá em cima.
- O vento vem como música...
- Se teu beijo fosse música, seria um desses clássicos em que se pode ouvir um campo com flores.
- Se teu beijo fosse vento, seria um vendaval.
- Agradeço.
- Não há de que.
- Tenho medo de você me deixar.
- Tenho medo de te deixar.
- Acho que se você for mesmo embora, vou atrás de você...
- Se eu for mesmo embora, vou me perder de mim.
- Essas vozes...
- Fica aqui hoje?
- Não posso.
- Nem eu...
- Mas não vou te esquecer.
- Nem eu.
- Já é hora, então?
- Como vamos saber?
- Eu vivo uma vida inteira sabendo de quase nada.
- Mas ninguém sabe. Só há quem finja melhor...
- Nunca vou saber a hora de te deixar.
- Todas as despedidas são feitas de dúvida e nostalgia.
- Se formos embora estaremos numa cena de teatro?
- Teatro bem amador.
- Amador, amador... Ama e dor, amado, ama...dói.
- É justo. Adeus.
- Adeus.
Sem glória nem encanto, é o fim do último ato de nossas vidas.
- Quero fugir.
- Há pássaros demais nesse lugar.
- E vozes por todo lado...
- É, também ouço.
- Senti falta dos teus olhos azuis.
- Cinzas.
- Sim. Até te escrevi um poema.
- Mas você só escreve quando está triste!
- Quem disse?
- Você disse
- Ah, é. Mas te amar não é sempre feliz.
- Quem disse?
- Você disse.
- Ah, é. E como sabes que me amas?
- Eu sinto. É como se estivesse à beira de um penhasco, com um pé no chão e o outro no desfiladeiro, tocando o ar.
- Ah. Espero que o vento seja agradável lá em cima.
- O vento vem como música...
- Se teu beijo fosse música, seria um desses clássicos em que se pode ouvir um campo com flores.
- Se teu beijo fosse vento, seria um vendaval.
- Agradeço.
- Não há de que.
- Tenho medo de você me deixar.
- Tenho medo de te deixar.
- Acho que se você for mesmo embora, vou atrás de você...
- Se eu for mesmo embora, vou me perder de mim.
- Essas vozes...
- Fica aqui hoje?
- Não posso.
- Nem eu...
- Mas não vou te esquecer.
- Nem eu.
- Já é hora, então?
- Como vamos saber?
- Eu vivo uma vida inteira sabendo de quase nada.
- Mas ninguém sabe. Só há quem finja melhor...
- Nunca vou saber a hora de te deixar.
- Todas as despedidas são feitas de dúvida e nostalgia.
- Se formos embora estaremos numa cena de teatro?
- Teatro bem amador.
- Amador, amador... Ama e dor, amado, ama...dói.
- É justo. Adeus.
- Adeus.
Sem glória nem encanto, é o fim do último ato de nossas vidas.
quinta-feira, outubro 16, 2014
Subterfúgio n•1
Te perdôo por me temer
Por querer se perder de mim
Quando pôde reparar
Que nós dois
A dois
Poderíamos funcionar.
Te perdôo por fugir
Sem sequer se despedir
Eu sei, é de se assustar
Essa coisa de finalmente
Ser par
Sem ter que se abandonar.
Mas que direito tinha eu
De trazer fé ao peito (a)teu?
Vazio de tanta vida gasta
Com toda essa gente
Que passa
Pra nos fazer mais sós.
Te perdôo por nos sabotar
Pior que não colher
É ter medo de plantar...
Mas há de se considerar
Que gente inteligente
Não pára de pensar
Especialmente quando o peito diz:
É tudo simples,
Você consegue amar!
E por que é que insiste em tentar
A todo custo ser infeliz?
E a razão, a nossa motriz
Abortou a possível união
Nossa felicidade não pode ser essa
Plena, escancarada
Fazer barulho de gente apaixonada
Sem a segurança da solidão...
Vá, vai ser consternado
Continue só preso a você
Deleite-se com seu peito prostrado
Com nosso jeito de amar errado
Insistindo que não demonstrar
É bem melhor do que sofrer.
Por querer se perder de mim
Quando pôde reparar
Que nós dois
A dois
Poderíamos funcionar.
Te perdôo por fugir
Sem sequer se despedir
Eu sei, é de se assustar
Essa coisa de finalmente
Ser par
Sem ter que se abandonar.
Mas que direito tinha eu
De trazer fé ao peito (a)teu?
Vazio de tanta vida gasta
Com toda essa gente
Que passa
Pra nos fazer mais sós.
Te perdôo por nos sabotar
Pior que não colher
É ter medo de plantar...
Mas há de se considerar
Que gente inteligente
Não pára de pensar
Especialmente quando o peito diz:
É tudo simples,
Você consegue amar!
E por que é que insiste em tentar
A todo custo ser infeliz?
E a razão, a nossa motriz
Abortou a possível união
Nossa felicidade não pode ser essa
Plena, escancarada
Fazer barulho de gente apaixonada
Sem a segurança da solidão...
Vá, vai ser consternado
Continue só preso a você
Deleite-se com seu peito prostrado
Com nosso jeito de amar errado
Insistindo que não demonstrar
É bem melhor do que sofrer.
domingo, outubro 12, 2014
A historinha de nós sem você
O sol partia, a luz era linda. Esse sim sabe se despedir com classe... Andava olhando tudo ao redor, como se nada daquilo já fosse antes conhecido por mim; era como se eu pudesse te encontrar passando, atravessando a rua desatento, com seu passo descompassado...Ou em algum dos carros, seguindo sabe Deus pra onde com aquelas músicas horrorosas que você adora ouvir... Eu queria te encontrar ali.
E assim foi feito o ritual: Um dia, dois... um mês. Um ano se foi e minha consciência ainda consegue maquiar todo o ambiente familiar, para só mais um dia, só mais uma vez, olhar atentamente cada beco, esquina e viela do meu trajeto...Como eu queria te encontrar ali.
Dia desses eu estava mais apressada, só fui lembrar de te procurar no meio do caminho. Engraçado, culpei-me tanto por não lembrar de te lembrar desde o começo, como sempre...Até inventei pra mim que finalmente aquele dia, em que meu cabelo estava todo desgrenhado, com toda olheira das noites mal aproveitadas e desmotivada a te procurar, você finalmente passou por ali e me viu. "Nossa, como ela ficou diferente...feia, infeliz." Imaginei outros pensamentos sombrios que você poderia ter tido me vendo naquele estado... E mesmo assim, daria o mundo pra te encontrar ali.
Aí, numa semana dessas em que a gente se acha cheio de energia, de luz e de vida, decidi trocar as músicas do meu ipod, colocar roupas leves, colori os cabelos, os lábios, os olhos. No percurso, pensaria apenas em possíveis encontros ao acaso com qualquer desconhecido que pudesse ser aquele que, entre 7 bilhões de pessoas no mundo, fosse capaz de me fazer te esquecer. Eu deixaria minha bolsa cair para que "ele" me ajudasse a recolher tudo, seria a moça que indicaria a rua certa para "ele" seguir, ou então, atravessaria a rua sem cautela e "ele" me chamaria a atenção para que me cuidasse...E consegui seguir assim...até quinta-feira. A vida não é uma comédia romântica, e se minha vida amorosa fosse um roteiro, com certeza eu seria aquela mulher sensata, inteligente e totalmente dispensável da vida do ator principal, que a abandona ao encontrar a mulher que todos torcem para que sejam a dele...
Eis que mudo meus planos. Não sigo mais uma rotina e nem caminho pelos mesmos lugares, meu tempo não pertence a mais ninguém além de mim. Antes que presuma, falhei em te esquecer... Continuo te lembrando repetidas vezes em grandes e pequenas coisas, destalhes escancarados de você por todos os meus lados, mas tudo bem... Inviável negar que você esteja em mim. Assim, o deixo distante, intocável, como um bicho perigoso que coloquei numa jaula, acostumei-me a te admirar sem qualquer pretensão que sejas meu.
Se não mudasse meu caminho, eu te encontraria ali um dia? Não, é provável que não. E também, nunca te procurei com a razão, assim como você nunca me encontrou com a alma. Sim, esse eterno desencontro... E quando é que razões e almas poderão se encontrar?
Quem sabe, qualquer dia eu aceite que bicho que tá preso morre se eu parar de alimentar.
E assim foi feito o ritual: Um dia, dois... um mês. Um ano se foi e minha consciência ainda consegue maquiar todo o ambiente familiar, para só mais um dia, só mais uma vez, olhar atentamente cada beco, esquina e viela do meu trajeto...Como eu queria te encontrar ali.
Dia desses eu estava mais apressada, só fui lembrar de te procurar no meio do caminho. Engraçado, culpei-me tanto por não lembrar de te lembrar desde o começo, como sempre...Até inventei pra mim que finalmente aquele dia, em que meu cabelo estava todo desgrenhado, com toda olheira das noites mal aproveitadas e desmotivada a te procurar, você finalmente passou por ali e me viu. "Nossa, como ela ficou diferente...feia, infeliz." Imaginei outros pensamentos sombrios que você poderia ter tido me vendo naquele estado... E mesmo assim, daria o mundo pra te encontrar ali.
Aí, numa semana dessas em que a gente se acha cheio de energia, de luz e de vida, decidi trocar as músicas do meu ipod, colocar roupas leves, colori os cabelos, os lábios, os olhos. No percurso, pensaria apenas em possíveis encontros ao acaso com qualquer desconhecido que pudesse ser aquele que, entre 7 bilhões de pessoas no mundo, fosse capaz de me fazer te esquecer. Eu deixaria minha bolsa cair para que "ele" me ajudasse a recolher tudo, seria a moça que indicaria a rua certa para "ele" seguir, ou então, atravessaria a rua sem cautela e "ele" me chamaria a atenção para que me cuidasse...E consegui seguir assim...até quinta-feira. A vida não é uma comédia romântica, e se minha vida amorosa fosse um roteiro, com certeza eu seria aquela mulher sensata, inteligente e totalmente dispensável da vida do ator principal, que a abandona ao encontrar a mulher que todos torcem para que sejam a dele...
Eis que mudo meus planos. Não sigo mais uma rotina e nem caminho pelos mesmos lugares, meu tempo não pertence a mais ninguém além de mim. Antes que presuma, falhei em te esquecer... Continuo te lembrando repetidas vezes em grandes e pequenas coisas, destalhes escancarados de você por todos os meus lados, mas tudo bem... Inviável negar que você esteja em mim. Assim, o deixo distante, intocável, como um bicho perigoso que coloquei numa jaula, acostumei-me a te admirar sem qualquer pretensão que sejas meu.
Se não mudasse meu caminho, eu te encontraria ali um dia? Não, é provável que não. E também, nunca te procurei com a razão, assim como você nunca me encontrou com a alma. Sim, esse eterno desencontro... E quando é que razões e almas poderão se encontrar?
Quem sabe, qualquer dia eu aceite que bicho que tá preso morre se eu parar de alimentar.
quarta-feira, outubro 01, 2014
Lágrima ao mar
Esse abismo
A um toque de distância
Corpos se encontram
Mas bocas se profanam.
Momento que minha loucura inventa
Que somos dois,
mas sempre a sós.
O que a cabeça sabe,
Mas ninguém em mim consente...
Não te realizo em nada,
Mesma água numa fonte parada
Pra um peixe movido
À maré
Sou só um rio de gotas
Sem vento nem fé.
Me tira daí
Me salva de ti.
Me rasga, sacode
Me acode
De me prender a você
Me expulsa
Insulta, grita
Me deixa adoecer!
De meu, já não sobrou quase nada
Me tira da sua morada
Sozinha não vou te esquecer.
terça-feira, setembro 23, 2014
SOBRE ESTAR ABANDONADA E NÃO SE ABANDONAR
( para Paula Villar.)
Em quanto tempo se conhece alguém?
Se em cada mente
Um universo
Quem se conhece:
Carente
Quem me conhece:
Mente
E nem tente
Me planejar
Sejamos coerentes
Se agora concordo,
Amanhã te enforco
Sem sequer pestanejar.
Meus carinhos pra você
São flores
Da pele
Mas também sei ferir
Toda fera que fere
Que se alimenta
De gente em carne viva
E depois os organiza
Em conceitos banais
Querer, eu te queria
Mas queria muito mais
Do que manda o figurino
O que era nosso
Tão genuíno
Caiu-se no
"Vir a ser"
Que pena, menino
Primavera vem surgindo
Sem poder te florescer.
Em quanto tempo se conhece alguém?
Se em cada mente
Um universo
Quem se conhece:
Carente
Quem me conhece:
Mente
E nem tente
Me planejar
Sejamos coerentes
Se agora concordo,
Amanhã te enforco
Sem sequer pestanejar.
Meus carinhos pra você
São flores
Da pele
Mas também sei ferir
Toda fera que fere
Que se alimenta
De gente em carne viva
E depois os organiza
Em conceitos banais
Querer, eu te queria
Mas queria muito mais
Do que manda o figurino
O que era nosso
Tão genuíno
Caiu-se no
"Vir a ser"
Que pena, menino
Primavera vem surgindo
Sem poder te florescer.
quinta-feira, setembro 18, 2014
Flores pra mesa 3
Andei perdendo muita coisa e gente esses dias e acabei ficando mais maluca que o normal. É que estava num restaurante, o mesmo que fomos quando você me deu o livro do Rubem Braga, porque sabia que eu o amava e disse: " - Não entendo como você consegue gostar tanto dessas histórias sofridas com pessoas fictícias. Um filme, pelo menos, acaba logo; seus livros são enormes!". Toda sua gentileza ácida que tanto nos uniu... Mas não era disso que eu ia falar.
Prosseguindo, voltei àquele restaurante. Pedi um suco de maracujá ( não tenho dormido, que novidade!) e assim que o garçom se foi, eu vi um casal. A mulher tinha se levantado para sentar-se ao lado do par. Beijaram-se muito, entre conversas e risos... Pareciam tão íntimos. Você sabe como admiro casais íntimos, esses que namoram há 6 anos, passam natais juntos, têm uma rotina conjunta, viajam, acompanham a mesma série, andam de mãos dadas com naturalidade... Enfim. Mas não era disso que eu ia falar.
Vendo esse casal, passei a ouvir a vida ao redor: A música ambiente, vozes misturadas, risos de todo tipo, talheres batendo nos pratos... A vida fluindo. Aconteceria estando eu ali ou não... Eu observava tudo fluindo, sem fazer parte de nada. Mas também não era sobre isso que eu ia falar.
O que eu queria dizer é que toda essa situação me fez perceber o quanto estava só, visto que na minha ultima visita àquele lugar, tinha as palavras de Rubem Braga e teus olhos gigantes. Era agraciada com implicância e carinho, e todo aquele afago atencioso nas mãos.
Sabe? Daquele dia pra cá, as pessoas não têm sido muito pacientes com as minhas loucuras. Tão me fazendo acreditar que não sou merecedora do amor verdadeiro de ninguém... Tenho me machucado, sujeitando-me a apenas suprir carências de gente egoísta. Você brigaria tanto comigo se soubesse...E com razão. Ando totalmente fatigada e perdida com esse amor-próprio sádico que cultivo, esse mesmo amor ( ou falta de) que me fez questionar o que tínhamos e sair em "liberdade" por aí. Queria encontrar em outras pessoas algo que, na época ainda não sabia, mas possuía tão verdadeiro e valioso bem ali na minha frente: Eu tinha seus olhos grandes, suas mãos quentes e seu amor.... E hoje tenho só o mundo ao redor e um suco pra me ajudar a dormir.
Obrigada por ter me deixado te amar, mas principalmente, por ter me deixado ser dona do teu amor por um momento. Lembrar de você me fez lembrar que posso sim ser amada de verdade... Que saudade bonita e doce, sejamos felizes!
Prosseguindo, voltei àquele restaurante. Pedi um suco de maracujá ( não tenho dormido, que novidade!) e assim que o garçom se foi, eu vi um casal. A mulher tinha se levantado para sentar-se ao lado do par. Beijaram-se muito, entre conversas e risos... Pareciam tão íntimos. Você sabe como admiro casais íntimos, esses que namoram há 6 anos, passam natais juntos, têm uma rotina conjunta, viajam, acompanham a mesma série, andam de mãos dadas com naturalidade... Enfim. Mas não era disso que eu ia falar.
Vendo esse casal, passei a ouvir a vida ao redor: A música ambiente, vozes misturadas, risos de todo tipo, talheres batendo nos pratos... A vida fluindo. Aconteceria estando eu ali ou não... Eu observava tudo fluindo, sem fazer parte de nada. Mas também não era sobre isso que eu ia falar.
O que eu queria dizer é que toda essa situação me fez perceber o quanto estava só, visto que na minha ultima visita àquele lugar, tinha as palavras de Rubem Braga e teus olhos gigantes. Era agraciada com implicância e carinho, e todo aquele afago atencioso nas mãos.
Sabe? Daquele dia pra cá, as pessoas não têm sido muito pacientes com as minhas loucuras. Tão me fazendo acreditar que não sou merecedora do amor verdadeiro de ninguém... Tenho me machucado, sujeitando-me a apenas suprir carências de gente egoísta. Você brigaria tanto comigo se soubesse...E com razão. Ando totalmente fatigada e perdida com esse amor-próprio sádico que cultivo, esse mesmo amor ( ou falta de) que me fez questionar o que tínhamos e sair em "liberdade" por aí. Queria encontrar em outras pessoas algo que, na época ainda não sabia, mas possuía tão verdadeiro e valioso bem ali na minha frente: Eu tinha seus olhos grandes, suas mãos quentes e seu amor.... E hoje tenho só o mundo ao redor e um suco pra me ajudar a dormir.
Obrigada por ter me deixado te amar, mas principalmente, por ter me deixado ser dona do teu amor por um momento. Lembrar de você me fez lembrar que posso sim ser amada de verdade... Que saudade bonita e doce, sejamos felizes!
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